Tribunais Superiores21 jul 2026  ·  09h00  ·  5 min

Novo Regimento do STJ: o resumo estruturado que muda a redação de recursos

O STJ passou a exigir um resumo estruturado em petições e recursos e ampliou o uso de inteligência artificial de apoio na análise processual. A decisão final continua sendo do ministro, mas a estrutura da sua peça ganha ainda mais peso.

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Laptop com icones de tribunal, resumo estruturado, checklist e balanca, representando a leitura da peticao pela inteligencia artificial do STJ

A advocacia nos tribunais superiores acaba de passar por uma mudança concreta na rotina processual. O Superior Tribunal de Justiça alterou o seu regimento interno e criou uma nova exigência formal para a apresentação de petições e recursos.

Pela Emenda Regimental 53/2026, editada em 30 de junho de 2026 e em vigor desde 1º de julho de 2026, o STJ inseriu o artigo 343-A no Regimento Interno. A partir de agora, as petições iniciais de ações originárias e os recursos dirigidos à Corte devem trazer um resumo estruturado com os fatos relevantes, os pedidos formulados, o teor das decisões impugnadas e os dispositivos legais invocados.

O objetivo declarado da mudança é organizar melhor o volume de processos que chega ao Tribunal. Até o fechamento desta matéria, o STJ ainda não havia editado o ato normativo complementar que vai detalhar os critérios de aplicação do artigo 343-A, e não há, por ora, sanção prevista para quem não apresentar o resumo. Vale acompanhar as próximas normas do Tribunal sobre o tema.

Escrever para o STJ deixou de ser apenas uma questão de fundamentação. Passou a ser também uma questão de estrutura: um texto bem organizado facilita a leitura de quem vai analisar o seu caso.

O que é o STJ Logos

A mudança regimental acontece em um momento de maior uso de inteligência artificial pelo próprio Tribunal. Desde fevereiro de 2025, o STJ utiliza o STJ Logos, motor de inteligência artificial generativa desenvolvido pelo próprio Tribunal para agilizar a análise processual e a elaboração de minutas de decisão.

Segundo o STJ, a ferramenta apoia especificamente a análise de admissibilidade de agravos em recurso especial e a organização de processos por temas, ajudando as equipes dos gabinetes a compreender recursos com fundamentação mais complexa. O próprio Tribunal reforça que a inteligência artificial nunca substitui a inteligência humana: a leitura final do processo e a decisão continuam sendo dos ministros.

Isso não significa que o conteúdo da petição deixa de ser interpretado por pessoas. Significa que a estrutura do texto, hoje, também facilita o trabalho de quem vai analisar o processo, com ou sem apoio de ferramentas tecnológicas.

Clareza e estrutura importam ainda mais agora

Clareza sempre foi uma boa prática de técnica jurídica. Com o STJ utilizando cada vez mais ferramentas de apoio tecnológico, peças bem estruturadas tendem a facilitar a compreensão do caso pela equipe do gabinete e pelo ministro responsável.

Algumas práticas simples ajudam a estruturar melhor um recurso:

Um resumo bem construído reduz o tempo de leitura e ajuda a equipe do gabinete a localizar rapidamente os pontos centrais do recurso, o que contribui para uma análise mais organizada do processo.

O impacto na rotina do escritório

Adaptar o acervo de recursos do escritório para o novo formato pode consumir horas da equipe. Extrair um resumo claro de um recurso de 40 páginas é um trabalho que exige atenção e tempo.

Fazer isso de forma manual, no fim do expediente e perto do prazo fatal, aumenta o risco de erro. Omitir um dispositivo legal relevante no resumo pode enfraquecer a apresentação do recurso.

Saber como organizar o tempo no escritório de advocacia diante de novas exigências processuais é o que separa as bancas mais eficientes das que vivem correndo contra o prazo.

Como a ZARI apoia esse processo

É nesse cenário que a ZARI se torna um apoio relevante no dia a dia. A plataforma foi desenvolvida para ajudar o advogado a compreender processos complexos e organizar resumos em poucos minutos.

Você insere a íntegra do recurso na ZARI, e a plataforma ajuda a organizar um resumo reunindo fatos, pedidos, decisões impugnadas e dispositivos legais indicados no processo, no formato hoje previsto pelo artigo 343-A. Cabe a você, advogado, conferir cada informação antes do protocolo.

Todo o conteúdo gerado passa por curadoria auditável, o que permite rastrear a origem de cada informação. A ZARI atua como assistente de organização e redação estratégica, sem prometer resultado, admissibilidade ou provimento, em linha com as regras de publicidade profissional do Provimento 205/2021 da OAB.

O que revisar antes de protocolar uma peça

  • Fatos organizados em ordem lógica e cronológica.
  • Controvérsia jurídica identificada com clareza.
  • Fundamentos jurídicos ligados diretamente ao caso concreto.
  • Precedentes conferidos em fonte oficial.
  • Pedidos objetivos e coerentes com a fundamentação.
  • Documentos corretamente indicados e organizados.
  • Revisão humana final antes do protocolo.

Tecnologia, clareza e responsabilidade técnica caminham juntas. A estrutura de uma peça bem escrita continua sendo, antes de tudo, trabalho do advogado.

Pare de perder horas com formatações manuais ou arriscar sua OAB com IAs genéricas.

Conheça a ZARI, a inteligência jurídica com curadoria humana.

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Fontes e notas

  • Emenda Regimental 53/2026 e artigo 343-A do RISTJ. ConJur, "STJ muda seu regimento e pede resumo obrigatório nas petições", 09/07/2026 (link) e "Recursos e petições ao STJ terão de resumir fatos, pedidos e decisões", 06/07/2026 (link). Sustentam o conteúdo do resumo e a ausência atual de sanção prevista.
  • Regimento Interno do STJ. Portal institucional, publicação do Regimento Interno (link). Fonte primária do texto regimental.
  • STJ Logos, lançamento. STJ, "STJ lança novo motor de inteligência artificial generativa para aumentar eficiência na produção de decisões", 11/02/2025 (link). Sustenta a existência e a finalidade geral da ferramenta.
  • Escopo do STJ Logos. STJ, "Gabinetes conhecem, na prática, funcionamento do STJ Logos", 15/02/2025 (link). Sustenta o uso em admissibilidade de agravos em recurso especial, organização processual e a afirmação de que a IA não substitui a inteligência humana.
  • Provimento 205/2021 do CFOAB. Regras de publicidade profissional da advocacia (link). Sustenta o compromisso da ZARI de não prometer resultado em sua comunicação.

Informações sobre eventual sanção pela ausência do resumo estruturado, sobre a existência de uma "Assessoria de Admissibilidade" e sobre o encaminhamento automático de teses para análise de mérito não foram confirmadas em fonte oficial e, por isso, foram excluídas deste artigo.